sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Caço meu aço













Mulher!

Te apunhalei três vezes o peito
E não grita?
Não treme, não dorme?
Tens o peito de aço?
Homem.
Meu coração eu mesmo caço.
A quem mato?
Meu amor...
Homem,
Se por mil vezes, tú vistes o brilho.
E por três, o merecido.
Quem serias tú?
A dor.
Se por mil vezes, fostes feliz.
E por três, infeliz.
Quem serias tú?
A estrada.
Se por mil vezes, viveu.
E por três, morreu.
O que quererá?
Entender.

E assim morreu o Amor.

Eu não falei de amor

A liberdade da saudade.
Me deixa amar, sensata,
e o quanto eu quiser...
E enquanto eu puder suportar.
e a distância,
e a substância que mantêm.
É o tempo que passa e venta e leva
das milhas e metros e centímetros
do corpo do abraço e infinito
e a saudade é vontade de inteiro
lapidar e mostrar -se verdadeiro.