quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Avesso do medo



Triste dia
e a chuva molha o tecido sujo da tua cochia.
Usada.
Janela embaçada.
E chove e venta e a tristeza nada.
Mão lavada.
Cara encerada.
Troveja, esbraveja e a chuva lava.
A alma e seus miasmas.
E o que me deixa pesada.
Parada.
Dopada.
Cheia de hematomas.
Toma teu drink.
Acende teu cigarro.
E deixa que de mim.
Cuida Chuva.

2 comentários:

Iago Pereira disse...

A referência ao Dos Anjos fechou com chave de ouro o seu poema. O melhor que você já colocou aqui no seu blog esses dois dias, na minha humilde opinião (:

Flô disse...

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