
E ele me contempla na meia – luz.
Contempla na meia – luz
Contempla...
E agora.
Eu que sempre sei o que fazer nessas horas. Desaprendo tudo que me foi empurrado.
Nua da armadura, que deixo aos pés daqueles olhos.
Deito – me a lado da pele morena.
Ele me ilumina com seu par de candeias
{Quando me olha, fico sem meu individual!}
Me carinha, me beijoqueia...
- Cê é um bocado bonita.
OK. Me convenceu. Mas, enraizado nas minhas gengivas está a modéstia, e:
Sorrio.
- Ah! Besteira...
Pede pra que eu levante.
Sim! Eu tenho o Sol sob os pés!
- Cê ta parecendo uma daquelas pin – ups.
E eu estava. Encabulada, desejando estar invisível aquele olhar.
Ser cega. Mas a cegueira aguçaria outros sentidos e descaberia o Sentimento.
Está bom.
Estou a caminho...
Somos dois barris de pólvora. Somos duas velas a queimar a todo olhar.
Vivemos nossa humanidade, na carne...Divinamente.
E enquanto pereço nesse Delicioso Inferno.
Seus lábios roçam no pé do meu ouvido, balbuciando coisas...
Ouço a coisa errada.
- Repete...
Ele repete.
Tenho um corpo colando no meu, tem uma liga de suor que encaixa a gente.
Tem faíscas. Torpores.
Não, não posso estafar agora!
Não agora...
Tem os pêlos, por um fio de tesão.
E por incontáveis vezes conheci o céu.
Mas dessa vez ele me intimida: Não grita!
Não grito, não grito...Não agüento: Grito.
Sei.
Quando se voa lentamente alçando o céu, sentindo a brisa bater no rosto, sentindo uma porção de cheiros diferentes...
Os dedos dobram.
Mas, chega uma hora que tem que descer.
Subir é bom, mas cair é melhor!
É súbito e eterno.
Esse moreno me fez cair de tantas alturas. ..
No cenário tateável, estou desmaiada.
De rostinho corado, semblante bêbado, olhos semicerrados.
Somos um na minha pele.
Ficou um q de relevância na minha epiderme.
3 comentários:
Intenso e belo. Muito intenso e muito belo, aliás, como tudo que você escreve.
Acho que depois disso os seres citados já não vivem mais... Ou vivem? Se vivem, morrerão na próxima, pois como disse o Rodrigo, é muito "intenso". Digo mais: intenso demais.
Não! É intenso, mas eles vivem isso Divinamente.
É intenso, mas eles se fundem.
A coisa do querer, com a coisa do não poder.
A Humanidade na carne.
Eles não morrerão. Sou autora.
O sentimento guardado nas palavras não existe.
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