quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

As coisas sabem


As minhas flores aguardam ansiosas suas interjeições.
Minhas palavras, audaciosas objeções.
A minha casa, acolhedora, aguarda seus passos.
Minhas palavras, calorosos abraços.
E dentro delas, mesas,
Cadeiras, receitas,
sobremesas...
Certezas e belezas. Todas que por saber muito e bem.
Anseiam tristes o seu, que nunca diz que vem.
A minha cama, estreita e esticada,
aguarda gelada.
Minha palavra que rima, segue parada.
Meu coração aguarda sujeito a punhaladas na estação.
Minha palavra, voadora em afirmação.
E dentro delas, divas,
dados, lagos,
gorduras em superfície, como tudo que você disse.
Todas sabem muito e bem.
Que você não vem.

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