
Hoje larguei a mão da poesia, por um desejo.
Largo a mão do meu posto, por outro alguém.
Largo a mão do que venero, por um argumento.
Largo a mão dos meus sonhos, por uma ilusão.
Finalmente, fiz o que queria...
Fatalmente, descobri que sem querer quero mais!
Fato.
Sou mulher, amante, poetisa...Humana.
Nunca me contendo com a migalha da verdade, querendo sempre me afogar no seu poço.
Me sufocar nas palavras.
Dançar ao som da minha música que não é minha.
Tenho um alfabeto de tendências auto - destrutivas.
Mas posso me considerar realizada por cometer todos os pecados que um dia paguei, sem comete - los.
Ah! Não, eu não estou me fazendo de inocente! Nunca fui!
Mas, eu sei o que quero e fujo disso. Decisão demais intimida. Não sei.
Tem alguma coisa em mim que é óbvio, mas nunca fica claro.
"Eu gosto de verdade de você" Soa diferente da verdadeira intenção!
Fica com um som de "Você é mais um", inconfundível e enganado.
Mas, olha.
Eu larguei a mão da poesia, pra falar da incerteza que não existe nela. Pelo menos não na minha.
Hoje eu fui feliz porque ouvi sua verdade bêbada.
( Necessariamente!)
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